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sexta-feira, 18 de junho de 2010

É pique

Você é tão meiga, tão linda. É uma das pessoas que eu digo "eu te amo" da forma mais verdadeira possível, é impossível demonstrar tudo isso. A gente se conheceu um pouco muito mais de um ano, e de lá pra cá, você tem me ouvido e sido essa amiga tão maravilhosa e preciosa que é!
Eu lembro que no início, eu tinha meio que um ciuminho de você com Elisa, porque ela só vivia falando em você! Depois eu fui lhe conhecendo melhor, e a gente virou tão amiga... E era você quem me ouvia sempre, era em você que eu buscava me espelhar em algumas situações, você é minha amigamodelo. Eu ficava morrendo de saudade durante a semana e só podia lhe ver aos domingos. Mas aquele abraço apertado fazia com que a espera valesse a pena.
Lembra do seu último aniversário? Nós fomos até a sua casa, todas pintadas e com balões. Foi tão lindo e a gente foi feliz! Infelizmente, não posso comemorar essa dia aí, fisicamente com você. Mas me sinto feliz e agradecida a Deus, por mais um ano com você pertinho de mim, me aturando, me ouvindo. E mais feliz ainda por poder lhe ouvir, contando como foi seu dia, sobre seus sentimentos.
Lembra também das nossas férias em Bonfim? Do natal e ano novo juntas? Você não sabe como foi importante meu tempo com você! Você é unica na minha vida, ninguém vai lhe substituir nunca! E eu não quero perder isso! Sua amizade é muito importante pra mim! Muito obrigada por ser a pessoa doce que você é.
E agora você está aí... Poxa, 16 anos! Quando eu te conheci, você tinha 14! Só lhe desejo todas as coisas boas dessa vida!
Feliz aniversário, meu amor!

Tô feia, mas a foto é o que demonstra tudo no momento.

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sábado, 12 de junho de 2010

Doce sabor amargo.

É impressionante como as pessoas me conhecem mal! Impressionante o pequeno número de gente que realmente sabe como eu sou e meu modo de agir, que sabe quando eu tô brincando ou falando sério, que sabe que eu demonstro meus sentimentos da forma mais bonita que eu posso.
O pior é que julgam. E julgam muito. Mas enfim, não era pra ninguém se assustar porque eu choro quando 'vejo' meus amigos tristes.
Hoje foi um dia da-que-les, em que você perde o chão com uma simples frase dita ou um telefonema. A notícia já era prevista, mas não achava que ia ser tão.. dessa forma. Tenho algumas pessoas que fazem tanto parte de mim, a ponto de me fazer chorar só de pensar na tristeza, ou sorrir só de pensar na alegria deles. Eu escolho sorrir, mas chorar é inevitável.
E aquela notícia tinha que vir logo assim? Pela internet? Doeu muito em mim quando Dinho me falou que ela tinha morrido, apesar de não ser tão próxima assim, só me veio a cabeça duas pessoas: Ada e Binha.
Na mesma hora mandei um sms pra duas, falando que eu as amo muito. Por incrível que pareca, Ada falou comigo (em off) no msn, falando que me amava muito também. Eu consegui sentir a tristeza nas letras do msn dela. Aquele azul nunca foi tão melancólico e morto, mas mais uma vez foi capaz de arrancar lágrimas que dessa vez não foram impedidas de cair nem por um pedido de uma pessoa especial.
Como se não bastasse, meu telefone tocou, e era Binha. Chorando como nunca, já me fez desabar. E falando que me amava, então... Não sei porquê, mas Binha chorando não. Ela não.
E assim terminou a minha manhã, intercalada com alguns poucos tristes sorrisos nem sempre forçados, lágrimas amargas recheadas de saudade, de vontade de estar perto e olhos estupidamente vermelhos.
A felicidade é, definitivamente, algo momentâneo. Essa semana foi cheia de altos e baixos. Quanta emoção!



__
Tava maior tempão sem postar aqui e sem contar sobre mim, mas enfim... Ganhei uma discipuladora, Ada desativou o blog dela, vou pra o Nordestão! Tô estudando muito. Não sei se vou voltar de vez pro blog, acho que a maioria dos blogueiros tão nessa situação :S Ér, e eu acho que ficou bem sem nexo a postagem, mas enfim. Thanks for all! <3

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sábado, 1 de maio de 2010

Vingança?

Nunca tive um momento de revolta que fosse visto como: 'caramba, se revoltou mesmo!', sempre são coisas que ninguém liga e que eu mesma vou me prejudicar, do tipo: 'só por causa disso não vou mais almoçar' ou 'não vou mais sair com vocês'... Quem liga? Tá, não quer sair não sai. Foi mais ou menos um desses ataques que eu tive na última sexta-feira.
É que na sexta, meu pai tem meio expediente e passa no colégio pra me pegar. Sempre foi assim, em todos os colégios, menos quando ele inventa uma desculpa e eu tenho que voltar andando, mas eu esperava que agora, nesse colégio novo, ele fosse mais compreensivo, até porque voltar pra casa de ônibus (dois) com meia calça, salto e saia, não é nada legal. Antes até que ia, eu ia pro colégio de calça e tênis mesmo. Voltando, meu pai passaria pra me pegar no fim da aula. Então eu liguei pra ele, pra saber se já era pra ir lá pra fora pra esperar ou onde ele estava, e ele disse que ia demorar um pouco, que quando estivesse saindo, me ligava. Ok, eu esperei uma hora! Foi uma hora mesmo, não tô exagerando. Não tinha quase mais ninguém no colégio, meu celular lixo não ligava nem mandava sms, e meu pai não atendia as ligações a cobrar do orelhão ¬¬ o telefone daqui de casa: ocupado por mais de meia hora. Aí eu tive a brilhante ideia de ligar a cobrar pra minha irmã (que por inteligência não atende, mas retorna) e pedir pra ela ligar pro meu pai, pedindo pra ele ligar pro orelhão, é. Nada. Eu me estressei, peguei minhas coisas e vim embora de ônibus! Isso mesmo só pra ele ver o que é bom pra tosse, vou voltar de ônibus pra casa, nesse sol, tô gripada e minha mochila tá pesada, ele vai ver só! E quando cheguei em casa ainda tive a coragem de dizer, me achando: "não precisa mais passar pra me pegar as sextas-feiras! u.u".

Que vingança essa minha! ¬¬ Mas eu não dou o braço a torcer, se preciso for voltar de ônibus, voltarei, MUAHAHAHAHA!
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Tentativa de postagem = fail.

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Doce dor.

Quando começar o frio, dentro de nós, tudo em volta parece tão quieto, tudo em volta não parece perto, toda volta parece o mais certo. Certo é estar perto sem estar. Perto de você, sou tão perto de você, sou tão perto de você!
Quando o tempo não passar, dentro de nós, cada hora é como uma semana , cada novo alô é mais bacana, cada carta que eu nunca recebo é sempre um motivo pra lembrar, sou tão perto de você...
Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe... Quando alguém se machuca, dentro de nós, toda culpa parece resposta, nossa busca não parece nossa, nosso dia já não tem mais festa, não tem pressa nem onde chegar. Sou tão perto de você...
Quando a paz se anunciar, dentro de nós, é porque aquilo que nos cega, mostra um outro lado pra moeda que não paga as coisas do meu peito, o preço é me fazer acreditar. Sou tão perto de você...
Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe... Quando a música acabar, dentro de nós...
O Teatro Mágico - Perto de você.
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É muito forte essa música. E eu ainda tô pensando em algo bom (não que TM não seja bom) pra postar aqui. Beijos!

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sábado, 17 de abril de 2010

"Além do que se vê"

É sempre bom, finalmente, achar uma pessoa, que pareça com você e entenda aquele sarcasmo e aquela velha ironia costumeira que você deixou de fazer porque sempre ficava no vácuo ou como a idiota da história por causa da falta de capacidade das outras de entender e perceber tão sofisticado ato de ironizar (?).
É sempre bom achar, finalmente, uma pessoa com quem você possa falar qualquer besteira, sabendo que ela não vai acreditar, diferente daquelas que, com espanto, diziam: "Meu Deus.. Você falando isso?". Diferente destas "- Você assistiu a minha apresentação? - Não, tava dormindo." Lógico que não estava! Me ajudou muito na hora da prova, e você sabe disso sem precisar que eu me corrija, dizendo que é brincadeira.
É bom, finalmente, achar alguém que goste das mesmas músicas que você, que tenha um bom gosto tão bom quanto o seu (modesta, eu), que não é fanático por Cine, Restart ou forró, só porque é adolescente. Uma pessoa que quer se mostrar carinhosa e presente sempre.
Não tô falando de um best friend forever, é uma pessoa simples, que me fez perceber o quanto as aparências enganam, que é possível conseguir uma nota altíssima em Matemática com aquele professor cascudo, o quanto eu sou tonta e que eu tenho a maior cara de chata.
Pois é. E eu encontrei.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Espaço vital

Nas circuntâncias o conflito (e que outro tema usar?) é inevitável. Primeiro, porque estão sentados lado a lado; segundo, porque se trata de poltronas de avião, cujos braços, na classe turista, são necesssariamente estreitos; e terceiro, mas não menos importante, porque ela é gorda. Deus, muito gorda. Transbordaria de qualquer assento, especialmente daquele. Além disso, quer ler; não é um pequeno livro de bolso, ou uma revista, ou mesmo um tabloide; não, é um jornal grande que ela escolhe, um matutino. Edição dominical, prometendo longa, longa leitura. Todo o tempo do voo, pelo menos.
- Seu cinto de segurança - diz a aeromoça. Uma jovem, evidentemente bonita; e evidentemente delgada, ainda que sensual, do tipo falsa magra. Ele sorri, tímido, mas não é correspondido; nem o espera; a moça está ali apenas para se certificar do cumprimento das disposições de segurança. Ela tenta, pois, colocar o cinto, mas não consegue: a gorda esta sentada em cima. Não é de estranhar: desgraças encadeavam-se em sua vida, de acordo com um superior, perfeito e maligno desígnio.
Suspira. E, talvez por causa do seu suspiro, ou po causa da fivela, cuja dureza metálica há de ser percebida mesmo através da espessa camada de gordura de uma nádega descomunal, ela se ergue, ou tenta se erguer - um movimento que ele aproveita para, rapidamente, liberar o cinto. Afivela-o; o clique proporciona-lhe um minúsculo conforto: algo funciona, afinal.
O avião decola, jogando bastante - choque torrencialmente -, mas nem por isso ela abandona o jornal. Com os braços abertos, e absorta na leitura, comprime-o contra a janela. Ele decide que está na hora de executar a operação resistência. A primeira coisa a fazer é adverti-la sobre a invasão do espaço alheio. Para isso, encostou o cotovelo (espera, mas não tem certeza disto, que ela o perceba como um duro cotovelo) no braço dela, exercendo discreta pressão.
Nada. Nem notou. Lê.
Ele engole em seco, e passa à etapa seguinte, mais drástica: envolve tentativa de expulsão. O que ele está fazendo agora é empurrar o volumoso braço. Mas, de novo, sem resultado, mais fácil seria remover montanhas (o recurso da fé, que remove montanhas, ali se revelaria inútil). Três (número mágico: três) tentativas são feitas, sem que o monstruoso braço se mova um milímetro se quer.
Na terceira etapa, a força bruta dará lugar a sofisticação, à ação planejada. Ele precisa encontrar um espaço entre o braço dela e o encosto da poltrona. Tal espaço será ampliado pela introdução do seu cotovelo, que funcionará como vanguarda, como batalhão precursor. Ao cotovelo, seguir-se-á o seu própio braço, que, operando como alavança de Arquimedes, deslocará a mole de carne e gordura e recuperará o território ocupado.
- Lanche?
A aeromoça, com bandejas. Isso, agora, é um fato novo, que coloca ao mesmo temo perigos e possibilidades. Ele não pode aceitar o lanche; bem que gostaria de repor a energia (física e emocional) despendia no esforço de garantir seu espaço, mas não pode retirar o cotovelo da fenda em que a custo se introduziu; de modo que, com um sorriso triste, faz um imperceptível sinal com a cabeça, recusando o alimento. Agora se ela aceitar... Se ela aceitar, terá de deixar o jornal; terá de estender os braços; por um momento, deixará livre os braços da poltrona; e isso será uma oportunidade de ouro.
Numa fração de segundo, ela recebe a bandeja, e, com um suspiro de satisfação, acomoda-se na poltrona, deslocando, com seu cotovelo, o cotovelo dele.
Tudo perdido.
Seria preciso recomeçar - mas terá ele forças? Terá tempo? o voo se aproxima do fim, sua vida se aproxima do fim - tem quase cinquenta, sua familia não é de longevos, bem pelo contrário, avô e pai morreram, do coração, aos quarenta e poucos. Não é de adimirar que uma solução extrema lhe ocorra. Não há outro jeito.
Movendo-se com incrível dificuldade, tira o leve blusão que está usando sobre a camisa de manga curta, expondo o braço, a pele nua do braço. O que vai tentar equivale ao salto-mortal que o trapezista executa no fim do espetáculo, sem rede de proteção. Ao rufar dos tambores corresponde a batida acelerada de seu coração. Respira fundo e - pronto, encostou seu braço nela.
O que pretende? Não é pouco o que pretende. Quer, nada mais nada menos, que peles se toquem, que poros, coincidindo, transformem-se em canais permitindo o fluxo, intercâmbio de certa misteriosa energia capaz de siderar barreiras; com o que a vontade dele comandará a dela: tira o braço, ele ordenará mentalmente, e ela, sem sequer saber por quê, obedecerá.
Mas de novo falha. E de novo por causa da aeromoça, a linda, a simpática, a sensual aeromoça, essa moça que na cama enlouqueceria qualquer um, mas que ali a trinta mil pés de altura, simplesmente cumpre uma função: veio recolher suas bandejas. A mulher entrega a sua e ao fazê-lo, retira o braço, interrompendo toda a comunicação sensorial, e mental. E logo em seguida volta a ocupar o espaço. Naturalmente.
"Senhoras e senhores, estamos iniciando nosso procedimento de descida..." Oh, Deus, que fazer? Em desespero, ele volta a investir com o cotovelo. Para sua surpresa, não há resistência alguma; o contrário, o braço dela se retrai, cede docilmente o lugar. E ele toma conta do braço da poltrona, de todo o braço, vai mais adiante, já está encostando no peito dela, no seio, e ela nada, nem dá bola.
Por fim, volta-se para ele:
- Estava lendo sobre um casal que viveu junto setenta e cindo anos - diz, em tom casual. Deixa o jornal de lado, afivela o cinto e olha-o, terna:
- Você me ama tanto como no dia em que nos casamos?
- Mais - ele reponde com um sorriso. O avia pousa, com um solavanco. - Mais.


SCILIAR, Moacyr.
-
Ps. Tô em semana de provas, por isso a demora pra postar. Mas me esforcei um pouquinho e digitei essa enorme crônica aqui. Espero que gostem, apesar de grande.

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domingo, 28 de março de 2010

Ciclo que não quer terminar.


É difícil construir um novo começo. Mais ainda quando não se quer terminar o último final. Aquele inverno teria sido o início de uma despedida que se prolongaria por semanas, despedida que não queria nunca acabar, ou melhor, chegar. Mas como girar os ponteiros do relógio no sentido anti-horário não adianta nada, ela chegou. Não pra mim. Pra mim... Não.

E aquela semana inteira sustentada só Deus sabe como, estava passando em um piscar de olhos. Uma última visita, quase implorada aos pais, a mais corrida de todas. A última vez que pisaria alí daquela forma, fazendo parte. Milhões de abraços apertados sem querer me deixar ir. Lágrimas coladas aos olhos que insistiam em não deixá-las escorrer, e ainda aquelas que caiam sem parar, se misturando aos soluços e palavras ditas que eu mal entendia. Sem falar nas lembranças entregues nos últimos minutos, e aquelas que eu teimava em não receber. Finalmente, os passos se prolongaram para fora, para a rua. Nenhuma lágrima caiu, talvez a pressa e o desespero daquele momento, não tenha me permitido isso. Muita pressão pra uma pessoa só.

E já durante o caminho, nó na garganta e lágrimas teimosas não sei porquê. Uma última ligação, ao cair da noite, noite que se prolongaria por muito tempo, a noite mais escura e fria que eu já vi.

- Alô?
- Oi !
- Cara, onde você tá?
- Tô no carro, chegando perto já.
- Ca ram ba.. não.. a cre di to

Pronto. Esse simples diálogo, foi o bastante pra me fazer desabar e cair em um choro tão profundo de saudade antecipada, de medo de tudo se tornar um passado, uma marca. É, ainda bem que me foi provado o contrário. Realmente, eu pude entender que qualquer sentimento, desde que seja verdadeiro, não acaba com qualquer obstáculo não!






"O dia mente a cor da noite
E o diamante, a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Fernando Anitelli

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terça-feira, 23 de março de 2010

"Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo."


Estive pensando o quanto é ruim perder tempo sem usufruir de uma amizade, ainda que uma boa parte dela, por várias circunstâncias tenha que ser vitual.
Lembro da minha emoção ao ler um dos depoimentos que você me mandou logo quando se mudou, que você falou que eu era como uma irmã. Sinto falta da cumplicidade que havia entre nós duas, de todos os papos sem futuro que deixamos de ter até agora.
Inha, eu sei, a cada dia parece ser mais dificil clicar numa janelinha e botar tudo pra fora como a gente fazia antes, o pior, é saber que quanto mais dificil fica, mais a ditância aumenta, mais ruim é o fato de não ter você tão perto.

Imaginar que talvez quando você voltar aqui de novo, os dias vão ser tão mal aproveitados como foram na ultima primavera. Na próxima pimavera, eu quero ter nossa cumplicidade de volta, quero ter risadas incontroláveis e histórias pra contar aos netos. Quero passar uma tarde de outono cantando no parque das dunas e comendo miojo cru com jujuba. Quero ouvir seus segredos e contar os meus tendo a certeza mútua de que eles estão sendo bem guardados(coisa que eu sempre soube). Quero ver flores no campo, rios de sol, quero que passem essas nuvens negras, quero o reflexo do nosso sentimento verdadeiro, quero fotos loucase banhos de piscina. Aprender manias idiotas, e escorregar no shopping. Eu só quero minha irmã de volta.=T

Eu sei que isso é meio dramático, e você odeia drama, eu sei também que não é a primeira vez que eu escrevo coisas parecidas, aah eu escrevi uma especie de musica sem ritimo pra você sabia? tô tendo muitos momentos gays ultimamente. É que sei lá, eu tenho notado que a distancia tem feito diferença sim, que nossa amizade não é a mesma de antes. Eu fico pensando naquele dia que você tava aqui em casa e nós mal tinhamos o que conversar, e ao mesmo tempo lembro das tardes que eram insuficientes de tanta coisa que nós tinhamos pra contar uma para a outra. Alguns amigos meus estão se indo aos poucos, mas eu não quero que você se vá, não quero que a parte de você em mim desapareça, ou que a minah em você desapareça, não quero que você seja minha amiga distante, eu quero que você seja minha amiga presente, aquela lá de 2008/2009, e eu prometo que não só quando eu estiver expludindo eu vou clicar na janelinha e começar a falar um monte de abobrinhas, mas continuamente, vou parar de deixar nossa conversa não passar de um "oi, tudo bem?" e vou tentar ser melhor, era só isso, parei de chorar, e de drama, eu acho.
Poor: Anninha Beatriz :]

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Feliz aniversário, Xuxu!

O aniversário é uma data de muita alegria pra uns, tristeza pra outros, angustia. Pra mim, pelo menos, não passa de um dia comum. A única coisa que varia é que eu vou aumentar um ano a mais quando for responder minha idade. E nem venha me dizer que as rugas surgem, o corpo muda e a gente cresce, porque ninguém percebe essas mudanças no seu prórpiro corpo de uma hora pra outra. Tipo "Nossa, olha aqui! UMA RUGA!!!! Ontem eu não tinha ela." ou "Puxa, nesses ultimos dois meses, eu cresci dois centímentros ^^"
Algumas pessoas acham aniversário motivo de tristeza, pois dizem estar se aproximando cada vez da morte, vendo por um lado. É isso que meu professor de Matemática acha. Outros nem ligam, como eu. Outros adoram saber que irão ganhar presentes, outros adoram pelo fato de que vão ficar mais velhos, mas logo se arrependem, querendo voltar no tempo. O fato é que querendo ou não você vai envelhecer, você vai ter um aniversário por ano!


Só resta agradecer a Deus por você estar viva, com saúde por mais um ano que se passa. Por você ter as pessoas que você gosta ao seu lado. E por servir a esse Deus lindo que tanto te ama!
Eu quero te desejar, nesse dia tão especial pra todos nós que tivemos esse privilégio imenso de te conhecer, as coisas mais belas do mundo! Que você possa continuar a ser esse exemplo lindo que você é. Ou melhor, que você possa melhorá-lo a cada dia! Que a sua vida possa ser luz onde quer que você esteja e que você nunca cale seu amor por Jesus! Que você possa usar seu dom tão lindo pra ganhar pessoas! Só te desejo as melhores coisas do mundo! Que você possa ter mais sabedoria cada dia mais, buscando a santidade e renovando tuas forças nEle! Eu desejo, de verdade, do fundinho do coração, que você seja a pessoa mais feliz do mundo!


Amo você, sua linda!
*Créditos a: Anninha /inspiração. [http://aboutanninha.blogspot.com/]

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domingo, 7 de março de 2010

Quem aguenta?

Eu escrevi um texto pra postar aqui, mas isso já faz algum tempo e não tem mais nada a ver com o que está acontecendo agora. Então eu desisti :)

É, eu estou vindo postar aqui muito raramente, mas eu sempre leio os blogs que gosto e comento também. O fato é que, não só eu, mas todo mundo anda estudando muito, ultimamente. E eu já posso ver alguns dos resultados positivos que isso deu. O pior de tudo, pra mim, é que aqui em Recife, eu não tenho tempo, não sei me localizar e nem tenho amigos que possam sair comigo pra me distrair um pouco e relaxar. Tirar um pouco a mente dos estudos e respirar. Tô tentando fazer com que isso não me sufoque, embora sempre achei besteira esse negócio de que quem estuda muito não adianta 'nada'. É, tô vendo que estava enganada.

Fiquei muito feliz na última sexta por ter conseguido a nota máxima na classe de inglês. Quem me conhece sabe, que apesar que eu me esforce, nunca consigo resultados bons nessa matéria. Fiquei feliz também, porque sexta foi minha formatura de entrega da boina. Que é uma solenidade que tem todos os anos no colégio, onde os alunos novatos deixam de usar camisa branca e calça jeans e passam a usar o uniforme normal, igual a todo mundo. Foi bem legal e estranho ao mesmo tempo. Já tava acostumada com calça jeans mesmo. Mas agora sou uma pessoa normal, hahaha. A sexta também foi um dia de desespero e ranger de dentes (TÁA BOMM), foi o dia da VI de Matemática. Que só tinha 5 questões, mas o professor botou maior terror com a varinha dele e o despertador em cima da mesa. Deixei uma questão em branco, por não dar tempo, e algumas ainda de lápis. Todo mundo de lascou, eu acho. Muita gente ficou chorando, reclamando e pá. E o pior é que se todas as VIs dele forem assim, não vai dar pra recuperar nunca, a gente quase não tem tempo! ¬¬'

E pra completar o meu dia feliz/triste, uma das cordas do meu violão torou. Tudo bem que elas já estavam bem velhinhas. Mas, ah, quem liga.. Foi uma desculpa pra comprar um jogo de corda novo e um afinador \o/

Bem, acho que é isso. Amanhã tem duas VI's, de História e de Geografia. Fiquei morrendo de raiva porque tive que fazer o trabalho inteiro sozinha.. E era em dupla! ¬¬' Mas eu tô bem, haha. Vou estudar. Amanhã o dia é cheio. Uma tarde inteira de redação, oi. Beijos!

Meu pai colocando a boina em mim.

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É pique

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Você é tão meiga, tão linda. É uma das pessoas que eu digo "eu te amo" da forma mais verdadeira possível, é impossível demonstrar tudo isso. A gente se conheceu um pouco muito mais de um ano, e de lá pra cá, você tem me ouvido e sido essa amiga tão maravilhosa e preciosa que é!
Eu lembro que no início, eu tinha meio que um ciuminho de você com Elisa, porque ela só vivia falando em você! Depois eu fui lhe conhecendo melhor, e a gente virou tão amiga... E era você quem me ouvia sempre, era em você que eu buscava me espelhar em algumas situações, você é minha amigamodelo. Eu ficava morrendo de saudade durante a semana e só podia lhe ver aos domingos. Mas aquele abraço apertado fazia com que a espera valesse a pena.
Lembra do seu último aniversário? Nós fomos até a sua casa, todas pintadas e com balões. Foi tão lindo e a gente foi feliz! Infelizmente, não posso comemorar essa dia aí, fisicamente com você. Mas me sinto feliz e agradecida a Deus, por mais um ano com você pertinho de mim, me aturando, me ouvindo. E mais feliz ainda por poder lhe ouvir, contando como foi seu dia, sobre seus sentimentos.
Lembra também das nossas férias em Bonfim? Do natal e ano novo juntas? Você não sabe como foi importante meu tempo com você! Você é unica na minha vida, ninguém vai lhe substituir nunca! E eu não quero perder isso! Sua amizade é muito importante pra mim! Muito obrigada por ser a pessoa doce que você é.
E agora você está aí... Poxa, 16 anos! Quando eu te conheci, você tinha 14! Só lhe desejo todas as coisas boas dessa vida!
Feliz aniversário, meu amor!

Tô feia, mas a foto é o que demonstra tudo no momento.

Doce sabor amargo.

5 comentários
É impressionante como as pessoas me conhecem mal! Impressionante o pequeno número de gente que realmente sabe como eu sou e meu modo de agir, que sabe quando eu tô brincando ou falando sério, que sabe que eu demonstro meus sentimentos da forma mais bonita que eu posso.
O pior é que julgam. E julgam muito. Mas enfim, não era pra ninguém se assustar porque eu choro quando 'vejo' meus amigos tristes.
Hoje foi um dia da-que-les, em que você perde o chão com uma simples frase dita ou um telefonema. A notícia já era prevista, mas não achava que ia ser tão.. dessa forma. Tenho algumas pessoas que fazem tanto parte de mim, a ponto de me fazer chorar só de pensar na tristeza, ou sorrir só de pensar na alegria deles. Eu escolho sorrir, mas chorar é inevitável.
E aquela notícia tinha que vir logo assim? Pela internet? Doeu muito em mim quando Dinho me falou que ela tinha morrido, apesar de não ser tão próxima assim, só me veio a cabeça duas pessoas: Ada e Binha.
Na mesma hora mandei um sms pra duas, falando que eu as amo muito. Por incrível que pareca, Ada falou comigo (em off) no msn, falando que me amava muito também. Eu consegui sentir a tristeza nas letras do msn dela. Aquele azul nunca foi tão melancólico e morto, mas mais uma vez foi capaz de arrancar lágrimas que dessa vez não foram impedidas de cair nem por um pedido de uma pessoa especial.
Como se não bastasse, meu telefone tocou, e era Binha. Chorando como nunca, já me fez desabar. E falando que me amava, então... Não sei porquê, mas Binha chorando não. Ela não.
E assim terminou a minha manhã, intercalada com alguns poucos tristes sorrisos nem sempre forçados, lágrimas amargas recheadas de saudade, de vontade de estar perto e olhos estupidamente vermelhos.
A felicidade é, definitivamente, algo momentâneo. Essa semana foi cheia de altos e baixos. Quanta emoção!



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Tava maior tempão sem postar aqui e sem contar sobre mim, mas enfim... Ganhei uma discipuladora, Ada desativou o blog dela, vou pra o Nordestão! Tô estudando muito. Não sei se vou voltar de vez pro blog, acho que a maioria dos blogueiros tão nessa situação :S Ér, e eu acho que ficou bem sem nexo a postagem, mas enfim. Thanks for all! <3

Vingança?

15 comentários
Nunca tive um momento de revolta que fosse visto como: 'caramba, se revoltou mesmo!', sempre são coisas que ninguém liga e que eu mesma vou me prejudicar, do tipo: 'só por causa disso não vou mais almoçar' ou 'não vou mais sair com vocês'... Quem liga? Tá, não quer sair não sai. Foi mais ou menos um desses ataques que eu tive na última sexta-feira.
É que na sexta, meu pai tem meio expediente e passa no colégio pra me pegar. Sempre foi assim, em todos os colégios, menos quando ele inventa uma desculpa e eu tenho que voltar andando, mas eu esperava que agora, nesse colégio novo, ele fosse mais compreensivo, até porque voltar pra casa de ônibus (dois) com meia calça, salto e saia, não é nada legal. Antes até que ia, eu ia pro colégio de calça e tênis mesmo. Voltando, meu pai passaria pra me pegar no fim da aula. Então eu liguei pra ele, pra saber se já era pra ir lá pra fora pra esperar ou onde ele estava, e ele disse que ia demorar um pouco, que quando estivesse saindo, me ligava. Ok, eu esperei uma hora! Foi uma hora mesmo, não tô exagerando. Não tinha quase mais ninguém no colégio, meu celular lixo não ligava nem mandava sms, e meu pai não atendia as ligações a cobrar do orelhão ¬¬ o telefone daqui de casa: ocupado por mais de meia hora. Aí eu tive a brilhante ideia de ligar a cobrar pra minha irmã (que por inteligência não atende, mas retorna) e pedir pra ela ligar pro meu pai, pedindo pra ele ligar pro orelhão, é. Nada. Eu me estressei, peguei minhas coisas e vim embora de ônibus! Isso mesmo só pra ele ver o que é bom pra tosse, vou voltar de ônibus pra casa, nesse sol, tô gripada e minha mochila tá pesada, ele vai ver só! E quando cheguei em casa ainda tive a coragem de dizer, me achando: "não precisa mais passar pra me pegar as sextas-feiras! u.u".
Que vingança essa minha! ¬¬ Mas eu não dou o braço a torcer, se preciso for voltar de ônibus, voltarei, MUAHAHAHAHA!
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Tentativa de postagem = fail.

Doce dor.

1 comentários
Quando começar o frio, dentro de nós, tudo em volta parece tão quieto, tudo em volta não parece perto, toda volta parece o mais certo. Certo é estar perto sem estar. Perto de você, sou tão perto de você, sou tão perto de você!
Quando o tempo não passar, dentro de nós, cada hora é como uma semana , cada novo alô é mais bacana, cada carta que eu nunca recebo é sempre um motivo pra lembrar, sou tão perto de você...
Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe... Quando alguém se machuca, dentro de nós, toda culpa parece resposta, nossa busca não parece nossa, nosso dia já não tem mais festa, não tem pressa nem onde chegar. Sou tão perto de você...
Quando a paz se anunciar, dentro de nós, é porque aquilo que nos cega, mostra um outro lado pra moeda que não paga as coisas do meu peito, o preço é me fazer acreditar. Sou tão perto de você...
Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe... Quando a música acabar, dentro de nós...
O Teatro Mágico - Perto de você.
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É muito forte essa música. E eu ainda tô pensando em algo bom (não que TM não seja bom) pra postar aqui. Beijos!

"Além do que se vê"

9 comentários
É sempre bom, finalmente, achar uma pessoa, que pareça com você e entenda aquele sarcasmo e aquela velha ironia costumeira que você deixou de fazer porque sempre ficava no vácuo ou como a idiota da história por causa da falta de capacidade das outras de entender e perceber tão sofisticado ato de ironizar (?).
É sempre bom achar, finalmente, uma pessoa com quem você possa falar qualquer besteira, sabendo que ela não vai acreditar, diferente daquelas que, com espanto, diziam: "Meu Deus.. Você falando isso?". Diferente destas "- Você assistiu a minha apresentação? - Não, tava dormindo." Lógico que não estava! Me ajudou muito na hora da prova, e você sabe disso sem precisar que eu me corrija, dizendo que é brincadeira.
É bom, finalmente, achar alguém que goste das mesmas músicas que você, que tenha um bom gosto tão bom quanto o seu (modesta, eu), que não é fanático por Cine, Restart ou forró, só porque é adolescente. Uma pessoa que quer se mostrar carinhosa e presente sempre.
Não tô falando de um best friend forever, é uma pessoa simples, que me fez perceber o quanto as aparências enganam, que é possível conseguir uma nota altíssima em Matemática com aquele professor cascudo, o quanto eu sou tonta e que eu tenho a maior cara de chata.
Pois é. E eu encontrei.

Espaço vital

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Nas circuntâncias o conflito (e que outro tema usar?) é inevitável. Primeiro, porque estão sentados lado a lado; segundo, porque se trata de poltronas de avião, cujos braços, na classe turista, são necesssariamente estreitos; e terceiro, mas não menos importante, porque ela é gorda. Deus, muito gorda. Transbordaria de qualquer assento, especialmente daquele. Além disso, quer ler; não é um pequeno livro de bolso, ou uma revista, ou mesmo um tabloide; não, é um jornal grande que ela escolhe, um matutino. Edição dominical, prometendo longa, longa leitura. Todo o tempo do voo, pelo menos.
- Seu cinto de segurança - diz a aeromoça. Uma jovem, evidentemente bonita; e evidentemente delgada, ainda que sensual, do tipo falsa magra. Ele sorri, tímido, mas não é correspondido; nem o espera; a moça está ali apenas para se certificar do cumprimento das disposições de segurança. Ela tenta, pois, colocar o cinto, mas não consegue: a gorda esta sentada em cima. Não é de estranhar: desgraças encadeavam-se em sua vida, de acordo com um superior, perfeito e maligno desígnio.
Suspira. E, talvez por causa do seu suspiro, ou po causa da fivela, cuja dureza metálica há de ser percebida mesmo através da espessa camada de gordura de uma nádega descomunal, ela se ergue, ou tenta se erguer - um movimento que ele aproveita para, rapidamente, liberar o cinto. Afivela-o; o clique proporciona-lhe um minúsculo conforto: algo funciona, afinal.
O avião decola, jogando bastante - choque torrencialmente -, mas nem por isso ela abandona o jornal. Com os braços abertos, e absorta na leitura, comprime-o contra a janela. Ele decide que está na hora de executar a operação resistência. A primeira coisa a fazer é adverti-la sobre a invasão do espaço alheio. Para isso, encostou o cotovelo (espera, mas não tem certeza disto, que ela o perceba como um duro cotovelo) no braço dela, exercendo discreta pressão.
Nada. Nem notou. Lê.
Ele engole em seco, e passa à etapa seguinte, mais drástica: envolve tentativa de expulsão. O que ele está fazendo agora é empurrar o volumoso braço. Mas, de novo, sem resultado, mais fácil seria remover montanhas (o recurso da fé, que remove montanhas, ali se revelaria inútil). Três (número mágico: três) tentativas são feitas, sem que o monstruoso braço se mova um milímetro se quer.
Na terceira etapa, a força bruta dará lugar a sofisticação, à ação planejada. Ele precisa encontrar um espaço entre o braço dela e o encosto da poltrona. Tal espaço será ampliado pela introdução do seu cotovelo, que funcionará como vanguarda, como batalhão precursor. Ao cotovelo, seguir-se-á o seu própio braço, que, operando como alavança de Arquimedes, deslocará a mole de carne e gordura e recuperará o território ocupado.
- Lanche?
A aeromoça, com bandejas. Isso, agora, é um fato novo, que coloca ao mesmo temo perigos e possibilidades. Ele não pode aceitar o lanche; bem que gostaria de repor a energia (física e emocional) despendia no esforço de garantir seu espaço, mas não pode retirar o cotovelo da fenda em que a custo se introduziu; de modo que, com um sorriso triste, faz um imperceptível sinal com a cabeça, recusando o alimento. Agora se ela aceitar... Se ela aceitar, terá de deixar o jornal; terá de estender os braços; por um momento, deixará livre os braços da poltrona; e isso será uma oportunidade de ouro.
Numa fração de segundo, ela recebe a bandeja, e, com um suspiro de satisfação, acomoda-se na poltrona, deslocando, com seu cotovelo, o cotovelo dele.
Tudo perdido.
Seria preciso recomeçar - mas terá ele forças? Terá tempo? o voo se aproxima do fim, sua vida se aproxima do fim - tem quase cinquenta, sua familia não é de longevos, bem pelo contrário, avô e pai morreram, do coração, aos quarenta e poucos. Não é de adimirar que uma solução extrema lhe ocorra. Não há outro jeito.
Movendo-se com incrível dificuldade, tira o leve blusão que está usando sobre a camisa de manga curta, expondo o braço, a pele nua do braço. O que vai tentar equivale ao salto-mortal que o trapezista executa no fim do espetáculo, sem rede de proteção. Ao rufar dos tambores corresponde a batida acelerada de seu coração. Respira fundo e - pronto, encostou seu braço nela.
O que pretende? Não é pouco o que pretende. Quer, nada mais nada menos, que peles se toquem, que poros, coincidindo, transformem-se em canais permitindo o fluxo, intercâmbio de certa misteriosa energia capaz de siderar barreiras; com o que a vontade dele comandará a dela: tira o braço, ele ordenará mentalmente, e ela, sem sequer saber por quê, obedecerá.
Mas de novo falha. E de novo por causa da aeromoça, a linda, a simpática, a sensual aeromoça, essa moça que na cama enlouqueceria qualquer um, mas que ali a trinta mil pés de altura, simplesmente cumpre uma função: veio recolher suas bandejas. A mulher entrega a sua e ao fazê-lo, retira o braço, interrompendo toda a comunicação sensorial, e mental. E logo em seguida volta a ocupar o espaço. Naturalmente.
"Senhoras e senhores, estamos iniciando nosso procedimento de descida..." Oh, Deus, que fazer? Em desespero, ele volta a investir com o cotovelo. Para sua surpresa, não há resistência alguma; o contrário, o braço dela se retrai, cede docilmente o lugar. E ele toma conta do braço da poltrona, de todo o braço, vai mais adiante, já está encostando no peito dela, no seio, e ela nada, nem dá bola.
Por fim, volta-se para ele:
- Estava lendo sobre um casal que viveu junto setenta e cindo anos - diz, em tom casual. Deixa o jornal de lado, afivela o cinto e olha-o, terna:
- Você me ama tanto como no dia em que nos casamos?
- Mais - ele reponde com um sorriso. O avia pousa, com um solavanco. - Mais.


SCILIAR, Moacyr.
-
Ps. Tô em semana de provas, por isso a demora pra postar. Mas me esforcei um pouquinho e digitei essa enorme crônica aqui. Espero que gostem, apesar de grande.

Ciclo que não quer terminar.

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É difícil construir um novo começo. Mais ainda quando não se quer terminar o último final. Aquele inverno teria sido o início de uma despedida que se prolongaria por semanas, despedida que não queria nunca acabar, ou melhor, chegar. Mas como girar os ponteiros do relógio no sentido anti-horário não adianta nada, ela chegou. Não pra mim. Pra mim... Não.

E aquela semana inteira sustentada só Deus sabe como, estava passando em um piscar de olhos. Uma última visita, quase implorada aos pais, a mais corrida de todas. A última vez que pisaria alí daquela forma, fazendo parte. Milhões de abraços apertados sem querer me deixar ir. Lágrimas coladas aos olhos que insistiam em não deixá-las escorrer, e ainda aquelas que caiam sem parar, se misturando aos soluços e palavras ditas que eu mal entendia. Sem falar nas lembranças entregues nos últimos minutos, e aquelas que eu teimava em não receber. Finalmente, os passos se prolongaram para fora, para a rua. Nenhuma lágrima caiu, talvez a pressa e o desespero daquele momento, não tenha me permitido isso. Muita pressão pra uma pessoa só.

E já durante o caminho, nó na garganta e lágrimas teimosas não sei porquê. Uma última ligação, ao cair da noite, noite que se prolongaria por muito tempo, a noite mais escura e fria que eu já vi.

- Alô?
- Oi !
- Cara, onde você tá?
- Tô no carro, chegando perto já.
- Ca ram ba.. não.. a cre di to

Pronto. Esse simples diálogo, foi o bastante pra me fazer desabar e cair em um choro tão profundo de saudade antecipada, de medo de tudo se tornar um passado, uma marca. É, ainda bem que me foi provado o contrário. Realmente, eu pude entender que qualquer sentimento, desde que seja verdadeiro, não acaba com qualquer obstáculo não!






"O dia mente a cor da noite
E o diamante, a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Fernando Anitelli

"Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo."

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Estive pensando o quanto é ruim perder tempo sem usufruir de uma amizade, ainda que uma boa parte dela, por várias circunstâncias tenha que ser vitual.
Lembro da minha emoção ao ler um dos depoimentos que você me mandou logo quando se mudou, que você falou que eu era como uma irmã. Sinto falta da cumplicidade que havia entre nós duas, de todos os papos sem futuro que deixamos de ter até agora.
Inha, eu sei, a cada dia parece ser mais dificil clicar numa janelinha e botar tudo pra fora como a gente fazia antes, o pior, é saber que quanto mais dificil fica, mais a ditância aumenta, mais ruim é o fato de não ter você tão perto.

Imaginar que talvez quando você voltar aqui de novo, os dias vão ser tão mal aproveitados como foram na ultima primavera. Na próxima pimavera, eu quero ter nossa cumplicidade de volta, quero ter risadas incontroláveis e histórias pra contar aos netos. Quero passar uma tarde de outono cantando no parque das dunas e comendo miojo cru com jujuba. Quero ouvir seus segredos e contar os meus tendo a certeza mútua de que eles estão sendo bem guardados(coisa que eu sempre soube). Quero ver flores no campo, rios de sol, quero que passem essas nuvens negras, quero o reflexo do nosso sentimento verdadeiro, quero fotos loucase banhos de piscina. Aprender manias idiotas, e escorregar no shopping. Eu só quero minha irmã de volta.=T

Eu sei que isso é meio dramático, e você odeia drama, eu sei também que não é a primeira vez que eu escrevo coisas parecidas, aah eu escrevi uma especie de musica sem ritimo pra você sabia? tô tendo muitos momentos gays ultimamente. É que sei lá, eu tenho notado que a distancia tem feito diferença sim, que nossa amizade não é a mesma de antes. Eu fico pensando naquele dia que você tava aqui em casa e nós mal tinhamos o que conversar, e ao mesmo tempo lembro das tardes que eram insuficientes de tanta coisa que nós tinhamos pra contar uma para a outra. Alguns amigos meus estão se indo aos poucos, mas eu não quero que você se vá, não quero que a parte de você em mim desapareça, ou que a minah em você desapareça, não quero que você seja minha amiga distante, eu quero que você seja minha amiga presente, aquela lá de 2008/2009, e eu prometo que não só quando eu estiver expludindo eu vou clicar na janelinha e começar a falar um monte de abobrinhas, mas continuamente, vou parar de deixar nossa conversa não passar de um "oi, tudo bem?" e vou tentar ser melhor, era só isso, parei de chorar, e de drama, eu acho.
Poor: Anninha Beatriz :]

Feliz aniversário, Xuxu!

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O aniversário é uma data de muita alegria pra uns, tristeza pra outros, angustia. Pra mim, pelo menos, não passa de um dia comum. A única coisa que varia é que eu vou aumentar um ano a mais quando for responder minha idade. E nem venha me dizer que as rugas surgem, o corpo muda e a gente cresce, porque ninguém percebe essas mudanças no seu prórpiro corpo de uma hora pra outra. Tipo "Nossa, olha aqui! UMA RUGA!!!! Ontem eu não tinha ela." ou "Puxa, nesses ultimos dois meses, eu cresci dois centímentros ^^"
Algumas pessoas acham aniversário motivo de tristeza, pois dizem estar se aproximando cada vez da morte, vendo por um lado. É isso que meu professor de Matemática acha. Outros nem ligam, como eu. Outros adoram saber que irão ganhar presentes, outros adoram pelo fato de que vão ficar mais velhos, mas logo se arrependem, querendo voltar no tempo. O fato é que querendo ou não você vai envelhecer, você vai ter um aniversário por ano!


Só resta agradecer a Deus por você estar viva, com saúde por mais um ano que se passa. Por você ter as pessoas que você gosta ao seu lado. E por servir a esse Deus lindo que tanto te ama!
Eu quero te desejar, nesse dia tão especial pra todos nós que tivemos esse privilégio imenso de te conhecer, as coisas mais belas do mundo! Que você possa continuar a ser esse exemplo lindo que você é. Ou melhor, que você possa melhorá-lo a cada dia! Que a sua vida possa ser luz onde quer que você esteja e que você nunca cale seu amor por Jesus! Que você possa usar seu dom tão lindo pra ganhar pessoas! Só te desejo as melhores coisas do mundo! Que você possa ter mais sabedoria cada dia mais, buscando a santidade e renovando tuas forças nEle! Eu desejo, de verdade, do fundinho do coração, que você seja a pessoa mais feliz do mundo!


Amo você, sua linda!
*Créditos a: Anninha /inspiração. [http://aboutanninha.blogspot.com/]

Quem aguenta?

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Eu escrevi um texto pra postar aqui, mas isso já faz algum tempo e não tem mais nada a ver com o que está acontecendo agora. Então eu desisti :)

É, eu estou vindo postar aqui muito raramente, mas eu sempre leio os blogs que gosto e comento também. O fato é que, não só eu, mas todo mundo anda estudando muito, ultimamente. E eu já posso ver alguns dos resultados positivos que isso deu. O pior de tudo, pra mim, é que aqui em Recife, eu não tenho tempo, não sei me localizar e nem tenho amigos que possam sair comigo pra me distrair um pouco e relaxar. Tirar um pouco a mente dos estudos e respirar. Tô tentando fazer com que isso não me sufoque, embora sempre achei besteira esse negócio de que quem estuda muito não adianta 'nada'. É, tô vendo que estava enganada.

Fiquei muito feliz na última sexta por ter conseguido a nota máxima na classe de inglês. Quem me conhece sabe, que apesar que eu me esforce, nunca consigo resultados bons nessa matéria. Fiquei feliz também, porque sexta foi minha formatura de entrega da boina. Que é uma solenidade que tem todos os anos no colégio, onde os alunos novatos deixam de usar camisa branca e calça jeans e passam a usar o uniforme normal, igual a todo mundo. Foi bem legal e estranho ao mesmo tempo. Já tava acostumada com calça jeans mesmo. Mas agora sou uma pessoa normal, hahaha. A sexta também foi um dia de desespero e ranger de dentes (TÁA BOMM), foi o dia da VI de Matemática. Que só tinha 5 questões, mas o professor botou maior terror com a varinha dele e o despertador em cima da mesa. Deixei uma questão em branco, por não dar tempo, e algumas ainda de lápis. Todo mundo de lascou, eu acho. Muita gente ficou chorando, reclamando e pá. E o pior é que se todas as VIs dele forem assim, não vai dar pra recuperar nunca, a gente quase não tem tempo! ¬¬'

E pra completar o meu dia feliz/triste, uma das cordas do meu violão torou. Tudo bem que elas já estavam bem velhinhas. Mas, ah, quem liga.. Foi uma desculpa pra comprar um jogo de corda novo e um afinador \o/

Bem, acho que é isso. Amanhã tem duas VI's, de História e de Geografia. Fiquei morrendo de raiva porque tive que fazer o trabalho inteiro sozinha.. E era em dupla! ¬¬' Mas eu tô bem, haha. Vou estudar. Amanhã o dia é cheio. Uma tarde inteira de redação, oi. Beijos!

Meu pai colocando a boina em mim.

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