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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Maldita palavra mau dita.

E quanto eu mais eu te seguro e tento te criar presa, mais você cresce e o perigo de escapar aumenta. E quando isso acontece, causa estrago: corta pessoas, esmaga corações, me pisa e me coloca no chão. Mas eu tenho minhas armas pra te segurar! Visto-me com o orgulho e uso a frieza como escudo. E então outro 'mas' surge: a impulsão é inimiga, ela sempre acha as chaves pra te soltar. Ela gosta de ser rainha! De "meter os pés pelas mãos".
E uma vez solta, você transborda por tudo quanto é buraco: pelo olhar, pela boca, pelas teclas, pelas cordas do violão...
Eu não sei te controlar, você parece ter vida própria. Não pode pensar sem mim! Mas é só juntar uma sílaba ali e aqui e pronto: você escapa de novo.
Você sai quando bem entende. Às vezes me honra, às vezes me envergonha. De vez em quando me faz vilã. Onde eu acho suas rédias?
Porque quando algum problema não nos permite apenas apertar o 'mute', nós temos que aprender a conviver com ele e a controlá-lo.
Mas sem você eu não viveria, se faz viva a ironia, tira toda a agonia do sufoco que é te abafar. Sem você, quem iria me coroar e fazer meu reinado? E o dom da crítica não me seria honrado. Eu ainda sonho em te controlar.

3 Comentários:

Ana Lu disse...

Ah, as palavras. Vivemos tendo que tomar cuidado com elas. Mas às vezes não adianta, e elas escapam mesmo.
E sabe que de vez enquando dá certo deixarmos elas tomarem as rédeas?
Beijos May!

Eu, ΞĐU disse...

Olá, Mayara...
Navegando pela internet, me deparei com seu Blog.
Muito bom mesmo... Parabéns!
Queria só de cumprimentar mesmo pelo trabalho, suas idéias e seu bom gosto...
Estou te seguindo.
Saudações,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)

Anna Vitória disse...

Gostei muito do texto, Mayara, as palavras são mesmo os bichinhos ambivalentes, né?
Beijos

Maldita palavra mau dita.

3 comentários
E quanto eu mais eu te seguro e tento te criar presa, mais você cresce e o perigo de escapar aumenta. E quando isso acontece, causa estrago: corta pessoas, esmaga corações, me pisa e me coloca no chão. Mas eu tenho minhas armas pra te segurar! Visto-me com o orgulho e uso a frieza como escudo. E então outro 'mas' surge: a impulsão é inimiga, ela sempre acha as chaves pra te soltar. Ela gosta de ser rainha! De "meter os pés pelas mãos".
E uma vez solta, você transborda por tudo quanto é buraco: pelo olhar, pela boca, pelas teclas, pelas cordas do violão...
Eu não sei te controlar, você parece ter vida própria. Não pode pensar sem mim! Mas é só juntar uma sílaba ali e aqui e pronto: você escapa de novo.
Você sai quando bem entende. Às vezes me honra, às vezes me envergonha. De vez em quando me faz vilã. Onde eu acho suas rédias?
Porque quando algum problema não nos permite apenas apertar o 'mute', nós temos que aprender a conviver com ele e a controlá-lo.
Mas sem você eu não viveria, se faz viva a ironia, tira toda a agonia do sufoco que é te abafar. Sem você, quem iria me coroar e fazer meu reinado? E o dom da crítica não me seria honrado. Eu ainda sonho em te controlar.

3 comentários:

Ana Lu disse...

Ah, as palavras. Vivemos tendo que tomar cuidado com elas. Mas às vezes não adianta, e elas escapam mesmo.
E sabe que de vez enquando dá certo deixarmos elas tomarem as rédeas?
Beijos May!

Eu, ΞĐU disse...

Olá, Mayara...
Navegando pela internet, me deparei com seu Blog.
Muito bom mesmo... Parabéns!
Queria só de cumprimentar mesmo pelo trabalho, suas idéias e seu bom gosto...
Estou te seguindo.
Saudações,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)

Anna Vitória disse...

Gostei muito do texto, Mayara, as palavras são mesmo os bichinhos ambivalentes, né?
Beijos

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